23 Março 2012



Às vezes penso que cresci. Mas continuo com as mesmas idéias de tantos anos atrás.
Eu continuo com esse sorriso amarelo no rosto. Tomando decisões sem pensar nas consequências. Acordando tarde. E reclamando da vida. Continuo lendo os mesmos livros. Chorando os mesmos filmes, os mesmos dramas. Xingo as pessoas pelo pensamento. Choro na TPM e tenho vontade de jogar tudo pro ar. Eu ainda aprecio uma boa comida, uma boa noitada e uma boa companhia. Só que agora encontrei uma boa companhia fixa. Preciso estar bem alimentada e ter dormido bem para garantir o mínimo de bom-humor. Ainda assino revistas que não tenho tempo de ler. Ainda sinto saudades de uma infância e uma terra que não voltam mais. Ainda luto para realizar pequenos sonhos, um bom salário e uma família grande.
Não uso mais os cabelos curtos. Me equilibro no salto diariamente e já uso creme anti-rugas. Exceto isso, eu continuo a mesma: nada parece mudar.


Agda Yokowo

20 Março 2012



5 anos juntos.
1826 dias de cumplicidade, trocas e amizade incondicional.
43.824 horas de sorrisos, abraços, beijos, mãos dadas, DRs, conversas e um algo mais.
2.629.440 minutos de nós.
E começamos essa nova fase, cheia de descobertas... nos redescobrindo, nos reconstruindo para ser a família, a base da vida desse pequeno ser que é gerado dia-a-dia.
Te amo: duas palavrinhas tão corriqueiras para nós e tão cheias de significado. Eu já disse que te amo hoje?

10 Março 2012



Com o tempo tudo passa. Pura balela.
Continue a ter as mesmas atitudes e tudo continuará do mesmo jeito.
O que faz aquela tempestade passar, é você se levantar daquele arrastão que a vida te deu e seguir em frente! Mudar, transformar, ter outras atitudes.
Por isso, menina, não espere do tempo coisas que ele não pode dar. Só você pode dizer à sua vida a mudança que você quer para ela.
Só você é capaz de fazer "tudo passar"...
Por isso, siga, persista, faça diferente, pense diferente... e no final, não leve a vida tão a sério! Divirta-se!

Agda Y.

26 Fevereiro 2012



Agora, sou gaveta.
Tudo tão bagunçado aqui dentro. E eu insisto em jogar mais e mais coisas em meio a tudo isso.
Me falta tempo, me sobra medo, para tentar botar todos esses sentimentos em ordem.
Enquanto isso, vou sobrevivendo. Jogando pra dentro mais dúvidas do que posso suportar.


Agda Y.

14 Fevereiro 2012




Peço incessantemente um pouco de paz.
Um bocado de alívio para o meu coração. Um tanto de silêncio e um punhado de tranquilidade.
Abro a porta com calma, revejo pacientemente minhas escolhas e respiro devagar procurando respostas.
Sinto um vazio tão sem explicação.
E vou vivendo, entorpecida de realidade.
Sem forças para mudar ou insurgir.
No final, só o amor me faz permanecer.


Agda Yokowo

03 Fevereiro 2012



Existiu em uma época distante uma terra perdida.
Perdida na memória dos que já se enfeitiçaram pelos Ipads, SKY e touch screem da vida que se leva.
E tão viva na cabeça de uma menina que ainda teima em sentir saudades.
Uma terra onde novembro era tempo de manga. Damas-da-noite perfumavam nossos sonhos. E a vizinha era o mais rápido meio de comunicação da cidade.
Um tempo em que diversão era ir para a praça ver as luzes de Natal. E festa de aniversário era enrolar brigadeiro a tarde inteira, encher balões e colocar roupa nova.
Ainda havia lojas de R$ 1,99 que faziam juz ao nome. Ainda havia crianças brincando na rua, sem precisar do olhar atento dos pais ou da babá.
Ainda se olhava com calma a vida passar, sentado na calçada.
Ainda se respirava fundo, se caminhava lento e não existia medo da noite.
Houve uma terra e um tempo, que infelizmente não voltam mais.


Agda Yokowo

27 Janeiro 2012




Você lembra como me conheceu? Me pergunta incessantemente uma imagem do Facebook.
Se estudamos juntos, se você morava na minha rua ou até se nos topamos numa balada ou evento religioso é fácil dizer.
Conhecer um amigo é fácil, desafiador é descobrir o que se passa dentro dele.
Desafio maior é recordar em que momento de caminhos tão diferentes passamos a compartilhar confiança, lealdade, carinho e até mesmo saudade.
Quando te contei pela primeira vez um segredo? Quando passamos a nos entender por olhares? Ou rimos juntas da mesma bizarrice? Quando percebemos que no outro mora também um pouquinho da gente?
Sim, é assim que se (re)conhece um amigo.
Frequentemente me esqueço, mas acredito: amizade é existir no outro, em suas lembraças, num sorriso largo ou até mesmo numa nostalgia mais do que justificável.

Ainda que não nos falemos mais com tanta frequencia. Ou que nossos abraços sejam de ano em ano.
Não há fronteiras para o que sinto.


Agda Yokowo

24 Janeiro 2012




Acima de tudo, aprendi que amor é liberdade.
É como se todos os dias a vida nos apresentasse diversas opções e nosso coração optasse por livre escolha em mais do mesmo.
Esse mesmo sorriso, essa mesma voz no pé do ouvido, esse mesmo mau hálito pela manhã.
E é assim que essa tal liberdade se traduz em fidelidade. Um amor que mereça assim ser chamado.


Agda Y.

18 Janeiro 2012

Off por uns tempos...

Na terrinha amada. Matando o que me mata durante quase o ano inteiro.

Volto dia 23 de jan.

07 Janeiro 2012





Teimosa. Quero sempre ter a razão. Impulsiva. Orgulhosa. Necessito de conforto. Costumo considerar sempre os meus valores e princípios. Tenho dificuldade de me relacionar e confiar. E sou tímida, apesar de lutar sempre contra isso. Eu não sou perfeita. Eu sei. Mas você me ama, e isso me BASTA.



Agda Yokowo

05 Janeiro 2012




Você faz parte do meu faz-de-conta mais perfeito.
Mesmo que a distância insista em nos separar.
Tola distância, mal sabe ela que eu adoro provar que sou mais.
E desafiar meus próprios medos.
Por isso me entrego.
Não se preocupe, sei que ainda vou sentir o gosto doce da ausência da saudade.
O gosto da ausência da ausência. E enfim, seremos só eu e você.


Agda Y.

04 Janeiro 2012




Tem horas que a gente espera que o amor acabe. A gente aguarda. A gente quer a todo custo que ele escorra pelo ralo e liberte a mente do que ela não deveria ter conhecido.
Mas o amor não acaba. Ele continua. Ele é o halo do que a alma experimentou e nunca vai se esquecer. O amor permanece. Quase intacto. Mesmo que as pequenezas do corpo desiludam a realidade.
O amor em si é aquele. Que mora no olhar que olha e inspira. Que nos faz lembrar do porque se apaixonou.
E a vida segue assim. Aprendendo a desconstruir dogmas, realidades estáticas. Para amar de novo. Aguardando. Querendo a todo custo. Libertar a mente do corpo. Para amar sempre mais.


ANA MARGRIT

http://reversoconverso.blogger.com.br/



(Palavras que eu gostaria de ter escrito... Agda Y.)


Entre uma palavra e outra me sinto boba. Chego a duvidar.
Afinal, quando falo sobre uma menina correndo entre as mangueiras ou sobre a saudade de um tempo que não volta mais. Quando escrevo sobre lágrimas ou gargalhadas soltas no ar.
Duvido se alguém me ouve.
Os jornais só publicam um grande terremoto ou tragédias diárias que tentamos esquecer.
Enquanto eu... eu insisto em explorar minha própria alma.
Insisto em tentar desvendar os meus segredos.
Ou em, ao menos, fazer doce as tolices em que ainda acredito.

Agda Y.
(... pensando sobre algo que li de Rita Apoena)

30 Dezembro 2011


Muitas vezes acreditei no amor. Outras tantas me decepcionei com ele.
E desde então, me divirto... Foi assim que aprendi.
Acho graça de uma data esquecida. De uma demora pra se arrumar. De uma promessinha não cumprida. De uma cueca furada.
Não me estresso com a toalha na cama. Com o banheiro molhado. Com um presente sem pé nem cabeça.
Faço piada dos seus antigos amores, chamo de baranga e invento até apelido. Não alimento um ciúmes desses, com certeza.
Gosto de rir dos seus erros e perdôo com mais facilidade os percalços da vida a dois.
O amor pra mim é diversão. Foi o que aprendi com todas as desilusões do passado.
Pelo menos tento.


Agda Yokowo

28 Dezembro 2011




De passado se faz o homem.
Aos 9 anos, enquanto corria por entre as mangueiras eu achei que havia encontrado a felicidade. Achei que a melhor coisa do mundo era sentir os cabelos balançando com o vento, enquanto apostava corrida de bicicletas.
Aos 12 anos, tive certeza que nada era melhor do que caça ao tesouro. E apostei que a vida era exatamente como os lances do Jogo da Vida.
Aos 15, comecei a duvidar de que algumas etapas eram obrigatórias. Imaginava viver o resto dos dias solteira, viajando pelo mundo ou salvando criancinhas na Africa.
Aos 16, sonhei com aquele beijo, mas a vida me obrigou a colocar meus pés no chão. Primeiro fora, primeira decepção. A vida não parou, apesar de eu pensar que tudo havia se acabado.
Aos 18, saí de casa, morei sozinha e comecei a desenhar um futuro sobre a areia movediça. Escolher uma profissão e traçar caminhos...
Acho que aí, comecei a duvidar.
Perdi minhas certezas.
Questionar era meu jogo favorito.
Por muito tempo apostei com a vida que eu sabia o que estava fazendo. Perdi quase todas as vezes. Até hoje, com 25 anos, não sei.
A única certeza que tenho é que enquanto estas covinhas estiverem no meu sorriso, é porque de fato a vida deve estar valendo a pena.


Agda Y.


Me vesti de alegria. De sonho. E de esperança.
Fiz-me bonita.
Sorriso no rosto.
Um brilho nos olhos.
Sentimento de renovação batendo no peito.
E promessas movendo a alma.
Tudo para esperar o novo que há de vir...



Agda Y.

27 Dezembro 2011





Me diz que é pra sempre que eu acredito.
Me peça que eu aceito.
Me beija que eu suspiro.
Me abraça que eu derreto.
Pois com você, só você, tem o doce gosto de eternidade.

Agda Y.

26 Dezembro 2011




Desejo para mim e para você.

Que saibamos nos renovar. Como a natureza que faz desabrochar as flores a cada primavera.

Que possamos renascer. Renascer em novos amigos, novas alegrias, novas dores e novos dias.

Que tenhamos sabedoria. De mudar a cada novo amanhecer, pois tudo aquilo que não muda, não cresce, não vive.

Que saibamos ser gratos e reconhecidos diante de todas as maravilhas da vida. A chuva ou o sol, o teto, o pão e o trabalho.

E que este gostinho de novo, continue a impulsionar nossos corações por mais 365 dias.


Agda Y.



Reservei o que há de melhor em mim para o amor.
Reservei dores e decepções.
Antigos amores incompreendidos.
Velhas lágrimas que escorreram sem minha permissão.
Reservei aquele elogio que não veio.
Aquele atraso no primeiro encontro.
Aquele ciúme desmedido.
Aquele convite para o cinema que não aconteceu.
Reservei o que há de melhor em mim, e enfim, me sinto pronta para o amor.


Agda Y.



Não me preocupo com o que você pensa que sou.
Me ocupo demais com os ideais que defendo. Com os degraus que almejo subir.
Me ocupo dos meus sonhos, princípios e tolas regras que construi com o tempo.
Com licença, que o que sou me pertence.


Agda Y.

23 Dezembro 2011



Pelo caminho fui tentando acertar.
Deixei pistas, sorrisos, lágrimas e palavras.
Tentei dançar sem me preocupar.
Tentei voltar mesmo sabendo que não era possível.
Tentei viver o sonho de uma simplicidade perdida.
Tentei amar sem medida.
Se este é o modo certo, não sei.
Só sei que esta é a forma mais bonita que inventei para minha própria vida.



Se você tem um amigo, desses que enxugam as lágrimas.
Que faz bobeiras só para te ver sorrir.
Que diz que vai encher de pancada quem te fizer sofrer.
Que dança abraçadinho sem malícia. E passa horas ouvindo suas lamentações e no final faz piada de tudo.
Desses que acreditam que uma boa pizza e coca-cola podem consertar todos os seus problemas.

Não deixe ele ir. Porque os amores passam, o dinheiro vai, mas o verdadeiro amigo estará sempre ao seu lado.

22 Dezembro 2011




Não perdi o juízo. Matei ele e enterrei ali, no quintal.


A saudade é nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.


Rubem Alves



Ouvi certo dia: "Quem te merece, não te faz chorar!"
Pura balela. Primeiro, porque formular regras para o amor, já é começar errando.
E o amor, meu bem, é tentativa!
Tentar, errar, recomeçar e amar sempre a cada sorriso ou lágrima derramada.
Quem nunca falou algo de que se arrependeu em um momento de raiva?
Quem nunca esqueceu uma data importante?
Ou demorou a ligar quando chegasse em casa?
Quem nunca se estressou no trabalho e sem querer "descontou" em quem se ama?
Quem nunca fez cena de ciúmes e depois se arrependeu? Ou futricou o celular alheio sem permissão?
Que mulher um dia não se arrumou toda e esperou um elogio que não veio?

Quem nunca fez nada disso, não amou, não errou, não viveu!
Porque amar vai além de lágrimas derramadas, decepção ou sorrisos ganhos. Amor é se entregar, se permitir errar e perdoar dia-a-dia.

Por isso, menina, não ouça essas tolas regras sobre o amor! Construa as suas próprias e vá ser FELIZ!




E as lágrimas que choro. As lágrimas de uma esperança roubada ou de uma confiança perdida.
Ninguém as vê brotar dentro de mim.
Ninguém as sente cair dentro de minha alma.

20 Dezembro 2011





Chegue mais, lindo dia!
Chegue e se aconchegue! Invada com toda a força a escuridão do que passou!
Traga uma boa gargalhada, uma palavra amiga, uma fofoca interessante.
Faz renascer o belo, faz secar as lágrimas.
Encha de sol as linhas e entrelinhas do meu pensamento.
Venha e fique. Não tenho pressa de mais nada...


A doce arte de esperar.
Porque além do que se vê, a vida não tem pressa.
A vida pede calma. Os laços e sentimentos brotam.
Devagar, como o novo dia nasce...
E tem que se ter paciência, para enfim, sentir o verdadeiro amor.

15 Dezembro 2011



Agora, não olho mais pra trás.
O que passou, se foi. Lágrimas, desilusões ou intemperança.
O palco que um dia criei, brilhei ou caí. Tudo ficou para trás.
Acredito em sonhos possíveis, dos quais o passado não faz parte.
Por isso, com licença, que a vida toca é PRA FRENTE.




12 Dezembro 2011


Vamos?
Correr pra onde der vontade.
Soltar uma gargalhada gostosa.
Brincar de pique-esconde com os problemas.
Bem-me-que pra descobrir quem me ama de verdade.
Vamos?
Então corre, que a vida não espera, meu bem.

11 Dezembro 2011


Ah, menina... Facebook é a mais pura ilusão.
A vida real, meu bem, é muito mais que isso.
É sentir, é pele. É um sorriso solto, uma gargalhada perdida pelo ar.
É você. Sou eu.
O resto, meu bem é pura realidade inventada.

26 Setembro 2011


Foi assim que você chegou, com as gotas da primeira chuva de primavera.
Com a água que molha a terra, já castigada pela seca.
Com a sensação deliciosa de respirar fundo o cheiro de terra molhada.
Foi assim.
Assim você chegou... para provar que a primavera, benção de Deus, faz renascer tudo no mundo.

23 Setembro 2011


Inspiração

Uso Adulto e Infantil


Composição: 10mg de Calma. 15 mg de Tempo para pensar. 25mg de plenitude de vida. 30mg de divindade.


Informações ao paciente: Inspiração vem de dentro, de dentro da alma. É como algo divino, porém humano. Para usar Inspiração é necessário parar, respirar e juntar todos os ingredientes da composição acima citados. Pode ser usado tanto por adultos, quanto por crianças.


Indicação: É indicado principalmente para adultos, com a vida extremamente agitada, sem direção e sonhos. Em geral as crianças já possuem de sobra, porém com a correria da vida moderna, tem sido indicado também para crianças. Para o uso infantil, sugere-se que diminua a quantidade de exposição da criança às mídias eletronicas (video-games, televisão e internet), para que a Inspiração tenha espaço para atuar dentro do universo infantil. Um bom quintal, árvores ou um papel em branco e lápis do cor são suficientes para as crianças. Para adultos, recomenda-se diminuir o ritmo de trabalho, cultivar boas amizades, dormir até mais tarde, ouvir uma boa música e acalmar o coração.


Contra-indicação: Não há.


Reações Adversas: Inspiração pode causar uma incontrolável vontade de cantar para as paredes, escrever bobagens da alma ou dançar na chuva.


Posologia: Deve ser ministrado pelo menos uma vez ao ano, principalmente em adultos, sob o risco de se tornar um chato, careta ou mau-humorado.


Superdosagem: Inspiração em excesso pode resultar em indivíduos considerados pela sociedade como loucos ou "fora da realidade", porém sabendo conciliar bem Inspiração com a realidade, esses indivíduos podem viver tranquilamente em sociedade. (Vide: Renato Russo, Raul Seixas ou Clarice Lispector.)

21 Setembro 2011

Ele faz rir. Ela se diverte.
Ele conforto. Ela, sofisticação.
Ele é raiz. Ela, folha que balança com o vento.
Ele come um filé bem passado. Ela, camarão.
Ele assiste Top Gun e Onze Homens e um Segredo.
Ela, Uma Linda Mulher e A Espera de um Milagre.
Ele é um beijo intenso. Ela, um suspiro apaixonado.
Ele faz tudo a seu tempo. Ela é cobrança constante.
Ele, livros, filmes e jogos. Ela, bolsas, sapatos e perfume.
Ele ouve música internacional. Ela, Música Popular Brasileira.
Ele sente o vento enquanto pedala. Ela flutua na água enquanto nada.
Ele mistura doce com salgado. Ele retira cada uva passa do arroz à grega.
Ele, dorme mais cinco minutinhos. Ela, é desejo de pontualidade constante.
Ele, razão. Ela, emoção. Ele, no final vai dar tudo certo. Ela, ansiedade diante do incerto.
Mas juntos são mais.
São família. São planos. São um lar.
Diálogo, boas risadas e um ideal em comum.
Tomam banho de ducha sob o sol de domingo.
E planejam os filhos e as férias que hão de vir.
Há quem fale em completar-se no outro.
Eu não acredito, viemos completos, cada qual com sua qualidade e defeito.
E é preciso amar, tanto um, quanto o outro.
Tenho dito: o amor não precisa de motivos.

20 Setembro 2011

Porque é que a gente tem tanta pressa?
Se na vida o que importa não é a velocidade, mas sim a direção. Porque é mesmo que a gente corre tanto?
Porque a gente não se permite parar, respirar e acalmar o coração?
Sim, acalmar o coração. Entender os fatos. Digerir os acontecimentos.
Sim, é necessário.
Então... pare de correr pra lugar nenhum. Observe o que diz seu coração. Sinta sua respiração.

Se permita.

Permita que sua alma diga para onde ir. Sinta o que seus sentimentos querem te dizer.
Eles te dizem para ter calma. Respirar. Ouvir o silêncio, o barulho da rua, o tic-tac do relógio. Dormir até mais tarde sem culpa. Permitir-se errar. Aprender e reescrever sua história.
Não importa onde você parou. Não importa porque você se estressou. Agora é hora de se acalmar.
Silencie... e seu coração lhe dirá o caminho certo.

07 Julho 2011


Dentro de mim, ainda sou aquela menina assustada com a chuva forte que em novembro derruba todas as mangas da minha rua. Ainda corro pela rua descalça. Ainda brinco de fazer comidinha com terra e mamão verde.
Ah, e adoro pular elástico. Sempre fui muito boa nisso. Pular corda. Brincar de escolinha no imenso quadro negro na garagem. Eu ainda ando de patins nas férias e sinto aquele frio na barriga quando vamos de bicicleta à pista de motocross.
Por dentro, sou isso. Aquela menina que conta os dias pra viajar para a casa da vó. E depois conta os dias pro início das aulas, pra estrear o caderno novo, pra matar saudades das amiguinhas.
Sim, ainda tenho medo de levar bronca do pai. Ainda corro entre sorrisos pros seus braços pra contar sobre minhas conquistas. E quando ele não me deixa fazer o que quero, ainda apelo pro doce coração de minha mãe.
A menina me habita.
Mesmo que as árvores tenham sido cortadas, mesmo que a casa for vendida, mesmo que por fora eu não me pareça mais com aquela menina.
Isso me pertence. Isso sou.



04 Julho 2011


Há dias em que me perco. Vago em mim em busca de respostas. Que não são simples como parecem.
Minha alma pesa. Minhas costas doem. O peso das decisões. O peso dos dias que deixo passar. O peso das pessoas que deixei para traz. O peso das dúvidas que me corroem. O peso das contas.
E peço a Deus para que a dor vá embora.
E agradeço por você estar aqui. Por me fazer sorrir e retirar esse peso que me sufoca.
Bobagens demais. Tola menina...



29 Junho 2011


Ah, cansei desse mundo.
Hoje vou revolucionar. Vou limpar a casa e deixar aquele cheirinho gostoso de lavanda. Vou arear as panelas, vou passar pano nos móveis. Vou cozinhar feijão, fazer um arroz soltinho e bife acebolado. Vou bater um bolo de cenoura, colocar para assar, enquanto faço aquela cobertura de chocolate. Depois vou tomar um banho quentinho, me arrumar e ficar cheirosinha esperando meu amor chegar. Vou servir o prato para ele e ficar olhando ele se deliciar com a comida. No final ainda vou lavar a louça e deixar a pia brilhando.
Hoje acordei rebelde. Cansei desse mundo opressor, lugar de mulher é na revolução.


26 Junho 2011

- Alô, quem é?
- Saudade.
- Saudade de onde?
- Ah, da terrinha, é claro. Do tempo que passa devagar. Da tarde quente. Do baralho. Da conversa jogada fora. Fofoca fraterna. Filme de faroeste de tarde. Saudade das mangueiras carregadas. Do cheiro de dama da noite. Do R bem puxado. De comer baião de dois a dois. De descansar ao lado do amor, dormir a tarde, cansar de descansar. De ligar pra elas sem ter que fazer interurbano. De ver como o tempo passa rápido. De quantas notícias não vi passar. E de me matar.
- Se matar? Ai, me Deus, acode aqui!
- Sim, me matar. Porque quando você vive tudo isso eu deixo de existir, com muito prazer!

14 Junho 2011


Que tal voltar a escrever? Gravar de novo o sentimento nas palavras?
Dizer que se tem medo, sem medo.
E se arriscar um pouco, meu bem.
Porque escrever é realmente algo arriscado. Arrisca-se eternizar sentimentos, que passam. Atos, que causam arrependimento. Palavras, que não fazem mais sentido com o tempo.
Lá vou eu de novo. Será?
Quem não arrisca, não petisca.

27 Abril 2011

Olhares: Juventude

Olhares: Juventude: "Juventude. Sublime esperança do Cristo. Em suas mãos depositamos a continuidade de um trabalho de amor. A seu coração confiamos o ideal que..."

30 Setembro 2010

Quem é vivo sempre aparece, já diria um bom ditado popular.
Derepente, só pra variar, senti aquela necessidade de escrever. Só porque meus sentimentos de vez em quando ultrapassam meu discernimento e é preciso colocar tanta coisa pra fora que só as palavras conseguem se fazer companheiras.
Tanto tempo se passou e estas lembranças me parecem velhas, desbotadas.
A menina, a mulher, a estudante, a assistente social, a quase esposa, futura mãe, todas se misturam e tentam se encontrar dentro deste corpo. Quanto coisa aconteceu, quanta coisa mudou e quantos sonhos se realizaram. Pouco a pouco meus sentimentos serão novamente motivo de palavras, textos soltos, tentativas de poesias.
E aqui estou eu, de volta.
Talvez porque o tédio me motiva, ou porque a saudade me consome, ou ainda pela simples necessidade de materializar os sentimentos que me devoram.

22 Junho 2008




Você já teve vontade de sumir?
Simples, assim. Você já teve?
Sumir, como se todas as dores e amores fossem em vão? Para ver se as dúvidas saem da sua cabeça? Se o ódio sai dos seus sentimentos? E se a distância volta a fazer sentido para o coração?
Simplesmente porque a vida cansou, e nada mais faz sentido.
Será que essa vontade passa rápido?
Ou será que a gente precisa de um beliscão para voltar para a realidade?
E voltar a acreditar que a rotina, ônibus lotado, salário mal pago, frio, stress, sorrisos forçados, conveniências, contas no fim do mês, distância de quem se gosta, e tudo o mais faz parte da vida que se tem.


É, tomara que passe rápido.


17 Junho 2008



Há tantas coisas que eu gostaria de te dizer. Coisas que vão muito além do que a história de uma lagarta que um dia se transformou numa bela borboleta. Aquela que fez se encantar seus olhos, ao exibir asas cheias de lantejoulas com movimentos quase reais.
Domingo passado, quando olhei teus olhinhos fechados e suas mãos postas meu coração se enterneceu ao ouvir as doces palavras da oração que seus lábios me ditavam. Meu coração se encantou diante de sua grandeza.
Quando corre por entre as árvores, entoa as canções, ri alegremente e fala de um tal Mestre que mora dentro de teu coração, o meu se enche de esperança. Essa tal esperança que andava distante de minhas palavras.
E eu me sinto tão pequena diante de tanta coisa que eu gostaria de te falar. Por mais que eu saiba que minhas palavras não matam sua fome, não te cobrem do frio, não te livram do preconceito e nem asfaltam sua rua. Mas, eu insisto. Porque meu coração necessita.
Ah, seu eu pudesse fechar teus olhos puros, guardar-te em minha redoma para que o mundo não te devore, para que o sofrimento não te alcance. E que para sempre você fosse criança....

08 Junho 2008


Quando o mundo me cansa eu só quero você. Só sentir a textura da sua pele. O quente dos seus carinhos. Deitar ao seu lado e ficar conversando sobre qualquer bobagem. Fazer planos para a fortuna que um dia ainda vamos possuir. Te encher de beijos de bom dia. E sentir seu mau-hálito pela manhã, só pra ter certeza de que você é de verdade, por mais perfeito que pareça aos meus olhos.
Sim, é você. Homem que um dia eu pedi a Deus. Que me descobre. Que me confia. Que me acalma.

O mundo me cansa tanto. As conveniências que ele me pede. As regras que ele me dita.

E eu só preciso de você pra me aliviar o cansaço. Pra acalmar meus hormonios e fazer passar a dor da distância. Sim, da distância, essa maldita que nos separa. Que nos tortura. E que nos prova.

Ah, tola distância, eu adoro provar que sou mais.

06 Junho 2008


É, eu vejo pouco a pouco a menina se tornar mulher.
Sabe, dessas de cabelos lisos que balançam ao vento. Dessas, que se pintam. Que se enfeitam. Que se perfumam.
Sim, uma mulher. Dessas com agenda, maquiagem na bolsa, sapato nos pés e salto alto. Planos para o futuro e esperando para ser chamada "num" concurso.
Linda.
Sim, uma linda mulher.
Por mais que aquela garotinha gorda, de óculos de aro dourado (?!?!), camisetão, cabelo sempre preso, faladeira teime em acreditar.
Ainda que que a menina insista em falar alto demais, rir quando não deve e dar os foras mais engraçados sempre.
Ela agora olha no espelho e suspira admirada. A garotinha gorda nunca imaginou que ia se tornar uma mulher tão bonita.

01 Junho 2008


A verdade é que depois de certo tempo as pessoas se acostumam com as coisas.
Assim como eu me acostumei com a cidade cinza.
Ela se acostumou com a fome, para manter-se magra.
Ele se acostumou a elogiar para fazê-la feliz.
O outro se acostumou a sorrir pra não ter que dar explicações.
Ou ainda a guardar pequenas raivas para não criar conflitos.
Ela se acostumou a sentir dores nos pés ao invés de descer do salto.
E a fazer tudo correndo porque deixou para a última hora.
E sabe de uma coisa? A gente se acostuma de certa forma que passa a fazer sentido desse jeito.

É, a cidade cinza faz sentido as vezes. Guardar certas coisas para não magoar os outros também. Acordar cedo. Ganhar pouco. Ouvir sempre. Calar quando preciso. Beijar de mês em mês. Ouvir sua voz pelo telefone. Comer moderadamente. Planejar. Chorar baixinho embaixo do chuveiro. Calar minha dor frequentemente.

Sabe, a gente se acostuma sim. E se acostumar quase sempre, machuca.

31 Maio 2008




Um dia eu te pedi pra Deus.
E eu gostaria de ter gravado cada respirar nosso desde que você chegou.
Por razões que a própria razão desconhece (como diria alguém em algum lugar).
Talvez seja por causa da sua voz.
Pela certeza que ela me confia.
Por me fazer arrepiar ou me falar ao pé do ouvido.
Pelas palavras de amor que só ela é capaz de me fazer ouvir e acreditar.
Talvez pelos beijos, pelo toque, carinho, dormir de conchinha e olhar nos meus olhos com vontade.
Talvez pelo modo como você me faz rir.
Ou pelo modo como eu me viro e desviro de preocupação com suas gordurinhas, colesterol, glaucoma e todos as demais coisas que me trazem a sensação maravilhosa que você é de verdade.
Ou pelo modo como eu faço nossos planos sem medo.
Ou porque só você sabe dos meus segredos mais incontáveis.
Talvez seja por causa da sua preguiça que me irrita.
Ou ainda por causa da intensidade futebolística que paira em você.
Ou simplesmente porque Deus, e só Ele seria capaz disso, juntou nossos caminhos no momento exato (isso com certeza).
Ou porque naquele dia no aeroporto quando você me beijou pela primeira vez eu desejei sentir isso pelo resto de minha vida.
Ou ainda por que eu adoro discutir suas idéias neoliberais.
E te depilar. E te ensinar a cozinhar. E dividir meus dias todos com você, como em um certo janeiro.
Ou porque amo poker com você, e fico admirada com suas argumentações quando a "cidade dorme...".
Ou ainda seja porque quero ensinar o Daniel Jorge a escrever seu imenso sobrenome.
Ou também porque vai ser muito brega casar em 10/10/10 às 10hs, mesmo que quando chegar lá isso não dê certo e ainda exista esses tantos KM que insistem em nos separar.
Ou talvez seja por causa de sua inteligência encantadora.
Ou ainda por sua fé. Por sua força, Sua fragilidade escondida...
Não sei, o amor não precisa de motivos.
Eu creio que escrever sempre será meu mal.
Meu vício, ainda que as vezes insista em se acalmar.
Em se calar.
Eu aperto cada sentimento dentro de mim pra ver se o entendo.
Mas eles são tão inconstantes e às vezes tão determinados que me assustam.
Esse tal de tempo passou tão rápido.
E esse tal de sentimento insiste em você.
Você.
Você..
Você...
Pra sempre...
A cada passo que o relógio dá quando os teus passos acompanham os meus, o meu coração entrega os pontos e se rende. Esquece os medos, abre as comportas, desiste de rimar razão e sentimento. Simplismente porque não rimam. E a cada passo sem teu passo, o meu tolo coração suplica. Pede, implora pela sua voz no meu ouvido, seu cheirinho de manhã, suas piadas de pedreiro, seus braços no friozinho da noite e seu corpo abraçado ao meu. Relembra, repassa, recorda cada segundo ao seu lado só pra ver se a dor vai embora... mas ela não vai enquanto você não vem.


[23 de junho de 2007]